Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente

5

de
outubro

COP 15 Copenhage

Foram tantas as reuniões, este ano, dos líderes das nações mundiais, sejam elas ricas, em desenvolvimento ou pobres, que fica difícil eleger qual foi aquela mais importante ou que contou com o maior nível de adesão.
Tratou-se de tudo: do comércio e da produção de alimentos ao desenvolvimento de tecnologia nuclear.
Mas o ano ainda não acabou. Ainda existe uma importante conferência mundial agendada, e que pode ocupar as primeiras posições deste ranking imaginário das maiores reuniões do ano. Trata-se da COP 15, que será realizada em dezembro na cidade de Copenhagem, ou Copenhague, na Dinamarca.
Esta conferência segue uma série histórica, iniciada ha quase meio século, para debater aspectos relacionados à sustentabilidade da ocupação humana na Terra.
Neste encontro das nações industrializadas e em desenvolvimento, serão apresentados os últimos estudos sobre as alterações climáticas, seus impactos atuais, as projeções para os próximos anos e, espera-se, a celebração de acordos internacionais de níveis de redução de emissões.
Diferentemente das primeiras conferências, esta não mais ocorre para provar a existência de um processo gradativo de elevação das temperaturas médias em todas as regiões do planeta, mas para avançar nas discussões sobre medidas para interromper este processo de autodestruição da vida sobre a Terra.
Como nas outras conferências, um dos gargalos a serem atacados é a não-disposição das nações mais industrializadas e ricas em reduzirem seus níveis de emissões. Isto porque, para seus dirigentes, reduzir emissões significa, obrigatoriamente, redução do crescimento nacional.
Como sempre, os Estados Unidos, ocupam posição de destaque negativo ao liderar o time dos países que admitem que o aquecimento global já provoque prejuízos econômicos, mas que ainda não justifica a implantação de um programa de redução radical das emissões dos gases de efeito estufa.
As nações estabelecidas em ilhas ou com elevado adensamento populacional em regiões de praias são aquelas que mais sofrerão com a elevação no nível dos oceanos. Por isso, deverão compor, juntamente com os países em desenvolvimento, o coro dos que defendem a redução das emissões globais e a elevação dos custos dos investimentos dos países ricos em programas de compensação ambiental nas nações mais pobres ou em desenvolvimento.
A nós, simples mortais, cabe torcer para que uma luz sobrenatural incida nas mentes dos governantes e técnicos encarregados de elaborar os tratados desta conferência mundial.
Que a COP 15, de Copenhagem, seja lembrada como a conferência sobre mudanças climáticas que, objetivamente, alavancou as ações mundiais voltadas para o enfrentamento desta situação dramática que se instalou em nossa morada comum.
Que o clima deste verão do hemisfério sul ajude na reflexão mundial sobre o clima.
Abraços e até a próxima.
Ézio Ferreira.

3

de
agosto

Mineração com responsabilidade socioambiental. Isso pode!

Tudo o que o homem cria e executa tem como objetivo maior, garantir sua sobrevivência e/ou melhorar as suas condições de confortabilidade.
Uma das atividades mais antigas, desenvolvidas pelo homem neste planeta é a mineração.
Ela só perde para a agricultura e a pecuária quando a disputa é por “quem nasceu primeiro”. Todas essas atividades surgiram pelos motivos acima e foram desvirtuadas assim que as primeiras noções do que hoje chamamos de “comércio”, surgiram.
Com a agricultura e com a pecuária, a escolha pelas melhores condições ambientais para seu desenvolvimento é, a priori, uma característica que atrai empreendedores e aventureiros. Todos têm alguma chance de sucesso.
Conhecendo a espécie animal ou vegetal que se deseja criar ou cultivar (suas características e exigências funcionais) pode-se escolher a região que melhor concentra as condições climáticas; topográficas; logísticas e de capital humano necessárias para a obtenção dos melhores resultados de desempenho e, conseqüentemente, maiores lucros.
Com a atividade mineratória isso simplesmente não existe.
O Criador distribuiu as riquezas na Terra, conforme sua suprema vontade.
Escondeu o ouro, a prata, o cobre e diversos minérios e gemas em locais, na sua maioria, de difícil acesso.
A areia está por toda a parte, mas os diamantes…
E as necessidades humanas por bens de consumo, tanto para sobreviver quanto para “viver sobre”, fazem da mineração uma atividade tão importante e vital quanto a agricultura e a pecuária.
Sem a mineração, este computador que agora uso para escrever este artigo e o que você usa para lê-lo seria feito de que?
E os nossos carros, motocicletas?
E, assim, precisamos aprender a conviver com a mineração, da mesma maneira que a mineração precisa aprender a conviver conosco.
Essas deveriam ser duas premissas para todo empreendimento mineratório em sua fase embrionária.
Deveriam nortear as atividades de todos os atores envolvidos. Tanto aquelas ligadas ao empreendedor como as análises econômicas; estudos de engenharia e de prospecção, quanto nas atividades de licenciamento e fiscalização e, por fim, pelos habitantes dos locais de implantação e das demais regiões impactadas direta ou indiretamente pelo empreendimento.
Paraísos ecológicos; sítios arqueológicos e assentamentos humanos seculares não podem ser desconsiderados ou subestimados nos estudos de impacto ambiental das mineradoras.
Nossas riquezas minerais não são mais importantes que nossos valores culturais ou ambientais.
Este é o paradigma da sustentabilidade.
É a busca utópica pelo equilíbrio, em uma balança com três pratos. Nem o gênio Da Vinci pensou nisso. Quem somos nós!
Todos precisam assumir e desempenhar plenamente seus papéis:
1- O Governo, através dos seus órgãos de licenciamento e fiscalização, somente deve fornecer as Licenças Prévias (LP), de instalação (LI) e de operação (LO), após a apresentação de todos os requisitos exigidos na legislação. Os ocupantes de cargo de comando não devem exercer pressão sobre as atividades técnicas dos servidores. Os agentes públicos de fiscalização, como guardiões da lei, não devem aceitar pressões. Suas análises precisam ser estritamente técnicas e isentas de qualquer tipo de assédio ou paixão. Os canais de denúncia e os órgãos de imprensa são ferramentas do nosso sistema democrático e devem ser usados sempre que ocorrer qualquer tentativa de intimidação de agente público.
2- Os empreendedores devem considerar as demais facetas de uma atividade de sucesso, além da geração de lucro financeiro: o meio ambiente e as pessoas também precisam auferir seus lucros, ambientais e sociais, respectivamente.
3- Os moradores, visitantes e outros que, de forma direta ou indireta, serão impactados pelo novo empreendimento, devem assumir postura ativa e se engajar em associações e movimentos representativos que busquem os esclarecimentos sobre todos os aspectos relacionados à nova atividade em vias de ser estabelecida no local.
Assim, com cada ator desempenhando responsavelmente seu papel, podemos sonhar com um mundo melhor, mesmo com a implantação de empreendimentos que necessariamente causam impactos socioambientais, como a mineração, por exemplo.
Aproveito para dar os parabéns aos atores do Governo, do setor minerador e da sociedade que têm desempenhado plenamente seus papéis a despeito das pressões e dos inconvenientes sofridos.
Um forte abraço a todos os amigos de luta pela sustentabilidade.
Ézio Ferreira

6

de
julho

O desafio do crescimento.

A análise da notícia é um exercício que jamais deveria deixar de ser praticado por todos os cidadãos do planeta.  Sem esta análise mais aprofundada as notícias perdem muito da sua substância. Muitas vezes, a mensagem verdadeira não pode ser percebida através da simples decodificação da linguagem escrita. É a notícia por detrás da notícia.
 Neste sentido, vamos desenvolver um pouco sobre um assunto recorrente nos noticiários nesses tempos de generalizada turbulência econômica: a necessidade de crescimento econômico das nações.
 Crescer, crescer, crescer. Mas o que é esse tal de crescimento mundial?
 Talvez um Campeonato Mundial do Crescimento esteja em curso. Podem pensar alguns. Ou será que as nações estão lutando pelo seu crescimento com vistas a concorrerem a assentos definitivos em algum organismo de controle internacional?
 Simplificando os porquês, podemos dizer que as nações precisam crescer economicamente para suprir as necessidades de sua igualmente crescente população.
  Com mais pessoas, aumenta a demanda por mais bens. Mais pessoas também demandam mais vagas nos estabelecimentos de educação e de saúde. E agora, o aspecto mais delicado desta situação: Mais pessoas demandam mais oportunidades de trabalho.
 E já que esta obrigação de crescer é um reflexo do crescimento populacional-crescimento este sem nenhum controle efetivo-, as nações estão preparando sua infraestrutura para os efeitos inerentes do aumento da pressão humana.
 As cidades precisam sofrer várias adaptações. Suas vias precisam estar preparadas para receber mais veículos, os sistemas de abastecimento de água e coleta de esgoto precisarão ter suas capacidades avaliadas e suas redes precisarão alcançar regiões cada vez mais distantes dos centros urbanos. Novos estabelecimentos comerciais e industriais demandarão mais investimentos em geração e distribuição de energia.
 E isso resultará em maior pressão sobre os recursos naturais, a saber, combustível, água e minerais.
 E é neste momento que nossa consciência ambiental entra em ação.
 Como não podemos frear o crescimento populacional mundial, podemos atuar na diminuição dos seus efeitos negativos sobre a vida na Terra.
 As políticas públicas deveriam dedicar capítulo especial para o desenvolvimento e o apoio a iniciativas que buscam o reuso e a reciclagem dos materiais. A atividade dos catadores autônomos e suas cooperativas, além das empresas que processam os materiais recolhidos deveriam receber incentivos oficiais uma vez que garantem matéria-prima alternativa para as indústrias.
 Além de reduzir os impactos sobre o meio ambiente natural causados pela extração mineral, a utilização de materiais reprocessados reduz o consumo de energia no processo produtivo.
 O reuso e a reciclagem dos resíduos também reduz a necessidade da sua destinação para aterros sanitários.
 A construção de equipamentos que utilizam a energia solar deveria receber incentivos fiscais para baratear seus custos e permitir o acesso de maior parcela da população. Com menores preços a demanda atual e também a demanda futura tenderiam a migrar para esta tecnologia limpa.
 O maior desafio é provocar o convencimento dos nossos legisladores e governantes para a necessidade urgente de criar e implementar mecanismos que incentivem e regulem atividades que garantam o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, reduzam os impactos sobre o meio ambiente. Isso é desenvolvimento sustentável. Esta é a nossa utopia.
 Até a próxima. Ézio Ferreira

22

de
junho

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

Não tenho dificuldade alguma em declarar-me um eterno ignorante quando o assunto é relacionado ao meio ambiente.
Fico sempre com a certeza de que todo o esforço humano pela busca do conhecimento, por maior que seja, será insuficiente para termos claramente uma idéia mais próxima da realidade sobre o quão significativos são os efeitos negativos das atividades humanas sobre os ecossistemas.
Esta impossibilidade de conhecimento deriva da velocidade com a qual são processadas as intervenções humanas. Como um exemplo desta velocidade, temos o desmatamento da Amazônia que é medido em “campos de futebol por minuto”. Coisa de louco!
Mas uma coisa é certa: o homem já modificou a paisagem natural suficientemente para que sua a presença e a sua capacidade de intervenção jamais sejam desconsideradas como um fato histórico incontestável por qualquer ser inteligente que venha a contemplar nossa superfície planetária no futuro.
 Neste mês de junho, no dia 05, comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente. Uma data na qual podemos perceber uma alteração nos motes das propagandas dos outdoors das nossas cidades. Deveria ser um motivo para comemorarmos o despertar da consciência humana para a importância de desenvolver-se sustentavelmente. Mas, não.
A mudança da intenção publicitária faz parte da mesma regra de mercado que infesta esses painéis de casais de namorados, ou de mães, ou de pais, ou de velhinhos com roupa vermelha e barba branca, dependendo da época do ano.
Nada mais do que uma publicidade (muitas vezes enganosa!) das atividades desenvolvidas pelas organizações, que atestam o seu comprometimento com a questão ambiental.
Até o final do mês veremos alguns sinais deste tipo de divulgação.
A partir do próximo mês, nada.
E assim mais um ano será encerrado, com mais árvores cortadas, mais buracos feitos para extrair mais e mais minério e o planeta continuou seu processo de aquecimento descompensado.
Até quando os grandes projetos desenvolvimentistas continuarão a ocorrer sem considerar tudo e todos?
Até quando continuarão passando por cima das leis ou, quando isso não for possível, continuarão solicitando nossos legisladores a criarem novas leis mais adequadas ao empreendimento?
Até quando tentarão intimidar fiscais, ou continuarão recomendando que os inconvenientes sejam transferidos ou promovidos para outras paragens?
Que a disseminação do conhecimento ambiental forme novos cidadãos comprometidos com a sustentabilidade das suas intervenções no planeta.
Que o dia 5 de junho seja simplesmente mais uma data comemorativa.
Que passe a ser um dia em que empresas e governos do mundo todo façam um balanço dos resultados positivos obtidos com as atividades de conservação, restauração e de desenvolvimento sustentável desenvolvidas no último ano e, assim, comemorem os seus resultados.
Que nesta mesma data, sejam apresentados os novos desafios e metas para o próximo período.
Assim poderemos todos verificar se estamos verdadeiramente caminhando para dias melhores ou, infelizmente, trabalhando duro para apressarmos o nosso próprio fim.
Até a próxima.   Ézio Eustáquio Ferreira

2

de
junho

Semana do meio ambiente da Cemig.

Olá amigos.
Não abordarei o tema prometido para esta semana – Nossa casa e o aquecimento global-.
Divulgarei um evento que conferi pessoalmente e que recomendo aos leitores.
Nesta última semana de maio, de 25 a 29, a CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais) promove a Semana do Meio Ambiente. O tema escolhido para este ano foi: Bacia do Rio São Francisco. O rio e o homem. A história e a esperança.
Uma bela estrutura foi montada no hall da sede da empresa, na Avenida Barbacena 1200, em Belo Horizonte e recebeu comitivas de alunos de várias escolas da capital e região metropolitana. Um importante apoio didático, nas palavras dos professores de geografia que visitavam a exposição
Este tema pode parecer recorrente ou enfadonho para alguns mineiros. Mas colocar na vitrine o nosso rio mais charmoso, nunca é demais.
O nosso São Francisco é único e se destaca dos demais cursos d água brasileiros em vários aspectos.
O barco Benjamim Guimarães, único vapor em atividade por aqui, já navegou em outros rios importantes do mundo, como o Mississipi, nos EUA, e em vários da nossa Amazônia, antes de ser seduzido pelo charme do nosso Velho Chico.
O encontro de Diadorim e Riobaldo, amor-proibido narrado pelo mineiro de Cordisburgo, Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas transforma o encontro do Rio das Velhas com o São Francisco, na barra do Guaicuí, em um banco de praça de cidadezinha do interior. Lugar de paixões e amores indescritíveis.
Parabéns à CEMIG pela feliz escolha do tema: o Rio da Integração Nacional merece esta homenagem e precisa, mais hoje do que nunca, da nossa atenção e do nosso cuidado.
Que esta homenagem lance olhares também sobre os contribuintes do São Francisco, especialmente sobre o Rio das Velhas, seu maior afluente mineiro e também o que mais clama por socorro.
A exposição permanece aberta até o dia 09 de junho, de 08h00min as 19h00min, inclusive aos sábados e domingos. E o melhor, é grátis.
Semana que vem falaremos sobre a interferência de nossas opções no aquecimento global.
Um abraço.  Ézio Ferreira

25

de
maio

Uma história de desmatamento.

Olá amigos.
Falarei sobre sustentabilidade sem ser acadêmico.
De bons artigos acadêmicos a web está cheia. E são eles umas das minhas fontes de pesquisa.
Mas meu objetivo é tratar de temas ligados à sustentabilidade com uma roupagem menos formal e mais intimista.
Quero despertar vocês, amigos leitores, para batermos um papo sobre esse assunto.
Desenvolvermos um diálogo semanal com sugestões de temas, perguntas e, quem sabe, respostas.
Os bons relacionamentos deveriam sempre começar com um sorriso, uma flor, uma poesia.
E hoje começamos um novo relacionamento.
Um flerte, um namoro,
E, se Deus permitir, um eterno casamento.
Sou daqueles que acredita na pureza do homem.
Sou um sonhador. Insisto em ter esperança.
Procuro a intenção por trás da ação.
Assim consigo entender um pouco das coisas que andam fazendo por aí.
Na verdade, algumas besteiras humanas.
Quando sou confrontado com situações que apresentam a violação das perfeitas leis que o Criador usou para o ordenamento do nosso planeta, percebo uma imediata alteração no funcionamento do meu corpo. Começo a inquietar-me. Creio que seja uma provocação Divina ou uma nova oportunidade de atuação, mesmo que indiretamente, na manutenção do equilíbrio planetário.
Nestas situações, a primeira palavra que me vem à mente, aparece sob a forma de uma pergunta: por quê?
Isso desencadeia uma série de reflexões. Reflexões atrás de reflexões.
Descobrir a intenção por trás da ação.
Minha mente entra em um estado de vigília e de curiosidade que somente cessa após uma boa leitura; algumas linhas ou páginas escritas - ou reescritas.
Outro dia estava olhando uma foto em uma revista antiga. Era um senhor, de aparentes 60 anos, empunhando uma motosserra ao lado de uma árvore tombada. Suas roupas estavam em trapos e seu corpo suado indicava que suas energias foram bastante exigidas para desempenhar seu trabalho.
O diâmetro do tronco era maior do que o cidadão o que me fez inferir tratar-se da derrubada de mais uma árvore na floresta amazônica.
Porque ele havia cortado esta árvore?
Para abastecer o fogão à lenha da sua casa?
Será que ele pretendia construir para si uma casa super legal, todinha de madeira, com varanda em todas as laterais? Pouco provável.
Esse homem, provavelmente, deveria ser mais um brasileiro, vivendo em cabanas feitas de galhos e folhas de árvores, dormindo em redes, com pouca alimentação e sem salário. Deve ser mais um brasileiro cooptado por algum capitão-do-mato a mando de proprietários de serrarias clandestinas amazônicas.
Posso até imaginar ele chegando na cabana comunitária ao final do dia, cansado e faminto.  Vejo-o colocando uma lata com água na fogueira para esquentar um pouco e, assim, relaxar seus músculos doloridos com um bom banho.
Agora, mais relaxado e limpo, ele prepara uma sopa feita com carne de macaco e mandioca.
Aí ele senta em um tronco e, juntamente com seus parceiros de labuta, saboreia a única refeição quente de todo o dia, enquanto ouve as notícias em um radinho à pilha.
Todos comem sem trocar nenhuma palavra.
- Já são 8 horas. A voz do Brasil já terminou. Vou desligar o radinho. Até amanhã, pessoal. Diz o homem da motosserra aos demais.
Assim termina mais um dia como centenas de outros dias dos escravos dos madeireiros paraenses.
E um novo dia começa logo.
-Será que nossas preces foram ouvidas? Pergunta o homem da motosserra ao encarregado da turma.
Pelas informações que circulam pelas comunidades próximas, os fiscais estão chegando cada vez mais perto dali. Isso pode significar a libertação de todos e a volta para casa. A esperança de que esta foi a última noite na floresta volta a povoar a mente e os corações dos escravos amazônicos. A ansiedade é geral.
E assim que a primeira motosserra é ligada eles aparecem do nada.
Os bravos fiscais do IBAMA e da Polícia Federal chegam de surpresa e conseguem prender o capitão-do-mato.
Todos os trabalhadores são cadastrados e ouvidos pelos representantes do Ministério Público. Recebem alimentação e roupas novas.
Antes de embarcarem nas voadeiras com destino às suas casas, um último olhar para a clareira que abriram na floresta contra suas próprias vontades. Todos são libertados.
A partir do depoimento do capitão-do-mato, mais três madeireiras são fechadas no Estado do Pará.
A madeira cortada será recolhida nos próximos dias e utilizada na construção de instalações para o Exército e escolas na região.
Mas acabou?
Não!
O dono das madeireiras já está desenvolvendo suas atividades em outra região da Amazônia brasileira, com outros escravos. Até o dia em que, novamente, policiais e fiscais federais descubram a sua localização e repitam a mesma operação.
E isso pode acontecer muitas vezes.  Quem já esteve por lá sabe que a Amazônia é imensa e a presença do Estado praticamente inexiste.
A esperança de todos nós, que desejamos um planeta ambientalmente viável para nossos descendentes, é que essa história passe a fazer parte apenas dos livros escolares.
Que seja apenas o registro de um tempo muito triste.
Um tempo em que o homem não sabia que, para sobreviver, dependia dos serviços ambientais fornecidos gratuitamente pelos diversos biomas da Terra.
Que nossos representantes atentem para a gravidade da questão do desmatamento na Amazônia e a urgência de suas atuações políticas no sentido de reverter esse quadro.
Nosso próximo assunto será o aquecimento global e sua relação com nossos hábitos domésticos. Um abraço e até lá.
Ézio Eustáquio Ferreira-ezioeferreira@yahoo.com.br

27

de
janeiro

PÃO DE AÇÚCAR ESTRÉIA LOJA VERDE EM INDAIATUBA-1/3

PÃO DE AÇÚCAR ESTRÉIA LOJA VERDE EM INDAIATUBA
Com investimentos de R$ 7,5 milhões, empresa lança o primeiro supermercado verde da América Latina

REDUZIR, REUTILIZAR E RECICLAR SÃO PRECEITOS QUE ENVOLVEM AÇÕES COMO:

Construção baseada no sistema LEED (Leadership in Energy and Environmental Design)
Mais alternativas em embalagens ecológicas e redução de sacolas plásticas
Certificação FSC e Selo Corporativo
Estações de reciclagem 100% recicladas e recicláveis
Reciclagem de resíduos orgânicos e sólidos, pilha e bateria
Ações educacionais para crianças
Funcionários com conhecimento de ações sócio-ambientais
Ampla participação de produtos orgânicos e sustentáveis

No ano em que comemora seus 60 anos, o Grupo Pão de Açúcar inaugura o primeiro supermercado verde do País dia 07 de junho de 2008, na cidade de Indaiatuba, no Estado de São Paulo, na avenida Presidente Vargas, nº 1264.

Reconhecido pelo seu pioneirismo na área de responsabilidade sócio-ambiental, com o lançamento da loja verde, o Pão de Açúcar conseguiu reunir, num único espaço, práticas de sustentabilidade já realizadas pela rede e avança ainda mais com uma série de inovações de estímulo ao consumo consciente.

Com alternativas simples e cotidianas e de grande capilaridade em toda a cadeia produtiva e de consumo a nova loja vai proporcionar uma experiência de compra diferenciada. “Informação, instalações, operação, produtos e completos processos de reciclagem e aproveitamento de resíduos, são algumas das ferramentas escolhidas para envolvermos fornecedores e consumidores acerca de conceitos e práticas de consumo sustentável”, declara José Roberto Tambasco, vice-presidente comercial e de operações do Grupo Pão de Açúcar.

Já no estacionamento, vagas especialmente demarcadas garantem benefícios aos carros que utilizam biocombustível. Além disso, foram instalados bicicletário, estação de reciclagem e paisagismo com preservação da vegetação nativa, além da incorporação de espécies típicas da região.

Por todos os cantos, dentro e fora do novo Pão de Açúcar, há muita informação. Clara, simples e precisa. Soluções criadas especialmente para essa loja ajudam a esclarecer, mobilizar e despertar os clientes para a oportunidade de mudança e melhoria no comportamento de consumo.

“Tudo foi pensado para oferecer uma proposta coerente, sustentável, democrática, inovadora e acessível de consumo consciente. Criamos um espaço educativo, onde esperamos aprender, trocar e promover conhecimento acerca de causas sócio-ambientais que envolvem o nosso negócio e sua relação com todos os stakeholders”, destaca Tambasco.

Nesse ambiente diferenciado, com cerca de 1.600 m² de área de vendas, está reunido um mix de vinte mil itens distribuídos em gôndolas, grande parte em madeira certificada pelo FSC - Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal), que emolduram um grande sortimento de produtos orgânicos, naturais e funcionais, além  da ampla variedade de produtos diferenciados, de qualidade garantida, marca registrada do Pão de Açúcar.

No atendimento, colaboradores engajados que não só são líderes no seu negócio e que a partir de agora também exercem uma liderança também em sustentabilidade. Os 110 funcionários da loja receberam treinamentos específicos que dizem respeito a questões sócio-ambientais de âmbito geral, no contexto varejo e que estarão na primeira loja verde da América Latina.

Os preceitos que balizaram a implantação da nova loja Pão de Açúcar são: Reduzir, Reutilizar e Reciclar e estão presentes em cada etapa da loja, do projeto à operação e entre as inovações, destaca-se: 

CONSTRUÇÃO BASEADA NO SISTEMA LEED
O sistema construtivo da loja foi adequado aos requisitos do LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) que prevêem medidas construtivas e procedimentos que aumentam a eficiência no uso de recursos e diminuição do impacto sócio-ambiental no processo da edificação como: aumento da eficiência no uso de energia, no consumo de água potável e na aplicação e utilização dos materiais.

Segundo o USGBC (United States Green Building Council), com as medidas adotadas no sistema LEED, espera-se significativa redução das emissões de resíduos e aumento das áreas verdes; no ambiente interno dos empreendimentos, maior satisfação dos usuários, redução dos problemas de saúde e maior produtividade dos colaboradores. Ainda de acordo com o USGBC, as expectativas de economias possíveis prevêem 30% em energia, 35% em emissões de carbono, 30% a 50% de água e de 50% a 90% no descarte de resíduos.

Para cada exigência proposta pelo LEED está um número de créditos correspondentes e que podem culminar numa certificação entregue ao imóvel, após sua inauguração.  Na execução da obra do primeiro supermercado verde da América Latina, a área de engenharia do Grupo Pão de Açúcar contou com a consultoria da Sustentax, empresa especializada em engenharia de sustentabilidade.

Seguindo os critérios do LEED, vale ressaltar os principais pontos considerados no processo construtivo do Pão de Açúcar verde:
Maria Suely Moreira-msuelymoreira@alol.com.br

27

de
janeiro

PÃO DE AÇÚCAR ESTRÉIA LOJA VERDE EM INDAIATUBA-2/3

Localização
A escolha de Indaiatuba mostra a preocupação da empresa com a coerência que deve trabalhar toda sua cadeia de relacionamentos, minimizando substancialmente o impacto do seu negócio. A localização vai permitir avançar no conceito de fornecimento de produtos com baixo impacto ambiental, especialmente no segmento de hortifruti, com produtores localizados próximos à loja.
Outro ponto favorável foi a topografia do terreno, que exigiu baixa intervenção de sistemas de terraplanagem, e a existência de vegetação nativa que foi preservada e será integrada à loja. A implantação em local apropriado, minimizou os impactos da operação sobre a região, evitando desmatamento, e prevendo conectividade com a comunidade (fácil acesso).
A favor da cidade de Indaiatuba como sede do primeiro supermercado verde da América Latina, também vale ressaltar a certificação de Parceiro da Paz e de Sustentabilidade no Brasil entregue pelo IGWC – International Global Water Coalition.
Para nós, termos uma Loja Verde do Pão de Açúcar instalada em nossa cidade é muito importante. O Grupo Pão de Açúcar segue uma filosofia de trabalho muito parecida com a de nosso governo, apoiando projetos de cidadania, incentivando o esporte e respeitando o meio ambiente, diz o prefeito de Indaiatuba e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas, José Onério da Silva.
Projeto
O projeto arquitetônico do Pão de Açúcar Indaiatuba considerou estudos de impacto e o resultado dos levantamentos é um empreendimento que privilegia melhor qualidade ambiental interna, eficiência energética, racionalização do uso de água, sustentabilidade de espaço e materiais, garantindo conforto, qualidade dos produtos e operação com padrão de excelência.
Como exemplos de qualidade ambiental interna estão vários aspectos ligados ao bem estar. Nos balcões frigoríficos e no ar condicionado será utilizado o gás ecologicamente correto R404. Utilização de cobertura zenital para garantir iluminação natural, espaços administrativos com abertura para área externa e cobertura com alto índice de refletância para diminuir a ilha de calor, também resulta em impacto favorável no microclima com consumo eficiente de energia.
Entre as medidas visando melhor eficiência e redução no consumo de energia, a empresa implantou controle de iluminação, com energia racionalizada e otimizada por meio de timer e sensores inteligentes nos ambientes da loja. Entre os equipamentos, a escolha da rede foi por aparelhos de alto desempenho, como produtividade maior ou igual às versões tradicionais e menor demanda de energia. A água utilizada nas áreas internas (chuveiros, áreas de manipulação) é aquecida com o calor excedente da casa de máquinas. O abastecimento de energia é proveniente 100% de fontes renováveis – energia verde.
Para racionalização do uso da água, a instalação de torneiras com comprovada melhoria de rendimento e vasos com possibilidade de escolha de vazão vão permitir 40% de redução do volume utilizado. O sistema de ar-condicionado é especial e não utiliza água para a climatização dos ambientes. A conservação da flora local, na área externa, o plantio de vegetação nativa em 26% da área total do terreno, já acostumada com as variáveis de clima local e sua alternância de chuvas, dispensa a necessidade de irrigação, o que equivale a uma economia mensal de 100.000 litros de água.
A sustentabilidade de espaço e materiais pode ser vista no estacionamento, (capacidade para mais de 140 veículos), com 75% do sombreamento previsto será realizado por árvores e apenas 25% por cobertura metálica. Ainda na área externa, a pavimentação feita em blocos de concreto vazado com preenchimento em grama, garante maior permeabilidade do terreno e possibilita o abastecimento de lençóis freáticos sem sobrecarregar vias públicas com água de chuva. 
Para quem vai à loja de carro, atenção para os veículos flex. Eles têm espaço diferenciado e reservado no estacionamento, ao lado da entrada e das vagas preferenciais determinadas por lei. Estacionamento garantido tem também os ciclistas. No bicicletário, 20 vagas para deixar a bike em segurança. Para os funcionários, também foi construída uma área dedicada a bicicletas para quem quiser utilizá-las para ir e vir do trabalho. 
Nos materiais e mobiliário da loja, a priorização pela sustentabilidade: nas gôndolas, destaque para a utilização de madeira com certificação FSC. Nos corredores, circulam carrinhos de compra 100% confeccionados em material reciclado, entre outras inovações em produtos.
Construção
Na construção, atendendo aos sistemas propostos pelo LEED, a execução da obra teve total controle de sedimentação e erosão. Para evitar o transporte de resíduos para fora da loja e grande incidência de partículas suspensas (poeira), as rodas dos caminhões foram lavadas na saída do canteiro de obras e a água utilizada armazenada numa cisterna para reaproveitamento na própria obra. Outro sistema inovador usado na construção foi o gerenciamento de entulho, com descarte inteligente desse material, que foi segregado em caçambas, dividido por espécie: parte do entulho foi reaproveitada na própria obra e outra parte reprocessada por empresas da região.  Além disso, 40% de todo o material utilizado na construção são provenientes de fornecedores localizados numa distância próxima, evitando os fretes de longa distância.
MAIS ALTERNATIVAS EM EMBALAGENS ECOLÓGICAS E REDUÇÃO DAS PLÁSTICAS
A rede Pão de Açúcar foi a primeira empresa do varejo brasileiro a oferecer sacolas retornáveis como alternativa às embalagens plásticas, há três anos. Mantendo seu posicionamento de liderança em sustentabilidade no varejo, a empresa reforça o seu portfólio de opções e lança uma nova ecobag, 100% algodão e com a frase: “eu sou uma sacola verde”. Somadas às versões da SOS Mata Atlântica e as confeccionadas em ráfia, a rede oferece dez opções diferentes de ecobags dimensionadas para diferentes momentos de compra. Desde o lançamento do projeto de sacolas retornáveis, já foram comercializadas mais de 180.000 em todo o Brasil.
 Além do incentivo para o uso de meios alternativos de embalagens, os consumidores também têm à sua disposição as sacolas plásticas, mas que terão uma nova versão na loja verde: 100% reciclável, com textura mais grossa que as tradicionais e produzidas em 3 camadas: 25% material virgem – externo -, 50% reprocessado (reciclado), no recheio - e 25% virgem – na área de contato com os alimentos. Mais resistente, o novo modelo de sacola plástica pode ser reutilizada e inibe anda o uso de duas ou mais embalagens no transporte das mercadorias.
Ainda na linha da redução da demanda por plásticos, estarão disponíveis nessas unidades as caixas de papelão, sacolas kraft e saquinhos de papel, com certificação FSC (Forest Stewardship Council/Conselho de Manejo Florestal), garantindo que o papel utilizado na embalagem é obtido de reflorestamento.
Nas embalagens de produtos para venda, outra inovação: a fécula de mandioca é matéria prima para uma bandeja em substituição ao isopor. A novidade é ecológica, biodegradável, usada exclusivamente para produtos secos e com casca. Por uma necessidade técnica, os demais itens continuam com a embalagem de isopor reciclável, com o devido selo informativo alertando para a possibilidade de reciclagem.
SELO CORPORATIVO
Para informar o cliente sobre reciclagem, o Grupo Pão de Açúcar lança um Selo Corporativo. Todas as embalagens de marcas exclusivas e suprimentos recebem o Selo que informa sobre a possibilidade da reciclagem e ainda orienta sobre o material que a embalagem é feita: plástico, papel, vidro ou alumínio. Para facilitar o processo, o descarte do material pode ser feito na própria loja, na Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever.
RECICLAGEM DE RESÍDUOS ORGÂNICOS E SÓLIDOS
Após oito anos desde a instalação da primeira Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, este programa já registra a marca de 25.000.000 quilos de resíduos arrecadados. Atualmente, são arrecadadas cerca de 500 toneladas por mês somadas todas as 94 lojas participantes do projeto em todo o Brasil. Seguindo o pioneirismo do projeto, na loja verde do Pão de Açúcar, mais novidades: é a primeira estação confeccionada em material 100% reciclado e reciclável. Os clientes também poderão descartar pilhas e baterias no equipamento especialmente desenhado para recebimento desse material.
Além da facilidade para depósito de materiais pós-consumo, os clientes que quiserem optar pela reciclagem pré-consumo podem deixar as embalagens de papel e plástico adquiridas na loja no próprio caixa, no ato da compra. É o projeto Caixa Verde, lançado pela rede no início deste ano, já disponível em 7 lojas e que em Indaiatuba estará disponível em 04 check-outs.
E não são só os consumidores que estarão envolvidos na cruzada lixo zero. Na loja, entre os treinamentos recebidos pelos colaboradores, está o de separação do lixo, cuja meta é reciclar 90% de todo resíduo gerado no processo operacional, incluindo material orgânico. A empresa responsável é a GMV Recycle. O lixo orgânico é reaproveitado para a ração animal, a sucata da madeira, de caixas e paletes, para elaboração de móveis e o restante - papelão e plástico - vai para reciclagem.  O próximo passo é utilizar a biomassa do lixo, ou seja, o descarte, para produzir energia e consequentemente, gerar créditos de carbono.
Nas entregas das compras, os veículos de transporte se utilizam de biocombustível (álcool) diminuindo o impacto no meio ambiente.
Maria Suely Moreira-msuelymoreira@alol.com.br

26

de
janeiro

PÃO DE AÇÚCAR ESTRÉIA LOJA VERDE EM INDAIATUBA-final

PROGRAMA PEQUENO CIDADÃO
Durante o mês junho, todas as quartas-feiras, escolas da região de Indaiatuba vão visitar o novo Pão de Açúcar Indaiatuba para conhecer a loja modelo em sustentabilidade e receber informações sobre consumo consciente, operação sustentável e sistemas de reciclagem. O objetivo é conscientizar os pequenos cidadãos da importância de pequenas atitudes para a preservação do meio ambiente.
FUNCIONÁRIOS COM CONHECIMENTO DE AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS
No atendimento ao público, uma equipe de 110 colaboradores compõe o quadro de profissionais do primeiro supermercado verde do Brasil. Já no processo de seleção, a empresa contemplou candidatos com histórico de engajamento em ações sócio-ambientais e/ou voluntariado que, uma vez contratados, receberam uma série de treinamentos privilegiando conceitos de sustentabilidade, que incluem as inovações implantadas na loja verde do Pão de Açúcar e conhecimentos gerais que irão ajudar no esclarecimento do consumidor em suas  dúvidas, destacando a importância do tema.
 AMPLA PARTICIPAÇÃO DE PRODUTOS ORGÂNICOS, SAUDÁVEIS E SUSTENTÁVEIS
O Pão de Açúcar Indaiatuba oferece uma seção inteira de itens orgânicos – é o maior sortimento da linha verificado num supermercado, 50% a mais que numa loja convencional. São mais de duzentas opções disponíveis na loja entre: frutas, verduras, legumes, sucos, cafés, vinhos, cachaça, azeites, geléias, açúcar, arroz, chás, molho de tomate, lentilhas, purê de maça, farinha, feijão, xampus, condicionadores, cremes e muito mais. 
E para oferecer uma ampla linha de alimentos saudáveis, por seis meses, um grupo de profissionais da área comercial dedicou-se ao desenvolvimento de novos fornecedores e produtos.
O resultado é um mix de frutas, legumes e verduras, convencionais e orgânicos, entregues diretamente na loja por produtores da região gerando menor impacto ambiental e produtos com maior frescor e qualidade. Na linha de sustentáveis, os destaques são a água carbono neutro da Petrópolis e a carne de terneiro Taeq, ambos lançamentos.
A água carbono neutro é envasada em garrafa PET de 510ml com a menor gramatura do mercado – 16,5g a 17,0g; o rótulo é de papel reciclado - primeiro produto nacional de água mineral a utilizar este tipo de papel na rotulagem; a neutralização de carbono acontece no processo fabril da unidade de envasamento (fonte), com selo verde carbono neutro no rótulo. As caixas de transporte são confeccionadas em papelão reciclado e retornável, diminuindo o impacto ambiental de lixo.
A carne de terneiro Taeq é fruto da combinação entre as raças Rubia Gallega (de origem espanhola) e Nelore (tradicional no Brasil). As características são: maior concentração de proteína, baixo teor de gorduras, redução de colesterol e baixa caloria. O resultado é uma carne mais saudável e com alto valor nutricional: 27% menos caloria que a carne convencional e 78% menos gordura total. São 114 calorias a cada 100g. Outro diferencial é a sustentabilidade do produto, feito sob uma cadeia produtiva orientada para a responsabilidade econômica, social e ambiental, fruto da parceria do Grupo Pão de Açúcar com o Instituto ETHOS e do Banco Interamericano de Desenvolvimento
Mais sobre produtos:
A padaria da loja verde terá todo diferencial e sortimento já reconhecido pelos consumidores do Pão de Açúcar: pães artesanais e de fabricação própria - franceses, baguetes, italianos, ciabatas, croissants, de queijo -, doces - brioches, sovados, roscas com creme -, bolos - laranja, fubá, cenoura, brownie, confeitados, tortas, doces, e folhados importados da França. Nos destaques, pães com farinha orgânica, integral, de frutas secas, multicereais, de centeio, de soja e girassol.
A seção de frios e laticínios conta com um amplo espaço para produtos a base de soja, linha saudável, diet, light e funcionais. O cliente também irá encontrar manteiga e iogurtes orgânicos, queijos artesanais e com procedência de várias regiões do mundo: Portugal, Espanha, Itália, França, Suíça, Inglaterra e Holanda. Pessoas com intolerância à lactose e celíacos, terão uma compra facilitada com linhas específicas que atendem às suas necessidades.
No açougue, além de toda variedade de cortes especiais, carnes certificadas de animais que recebem alimentação sem hormônios de crescimento e produzidas sem agrotóxicos ou adubos químicos. As carnes podem ser encontradas cortadas, embaladas, prontas para o consumo. Na peixaria, pescados frescos, limpos na hora e congelados. Há peixes de várias espécies, camarões, polvos, mexilhões, ostras, lulas, linguados, trutas e salmões.
Na seção de bebidas, são mais de 600 rótulos de vinhos, incluindo os orgânicos. Para facilitar a escolha, um atendente especializado está à disposição dos clientes com as melhores dicas e sugestões. Na loja verde do Pão de Açúcar há também oferta de cachaça orgânica e sucos que são produzidos sem utilização de fertilizantes químicos.
Na linha de comércio solidário, o programa Caras do Brasil, estará com sua linha completa com mais de 200 produtos disponíveis na loja verde do Pão de Açúcar. São alimentos produzidos artesanalmente como mel, geléias, cafés, granola, melado orgânico, bala de banana, entre outros, e objetos de decoração – fantoches, tapetes, jogos americanos, fruteiras, sousplat - provenientes de 87 comunidades de várias regiões do Brasil.
Na perfumaria, produtos 100% naturais e orgânicos de marcas como L´Occitane, Vyvedas, Granado, Weleda e Ikove estão no portfólio. Da L´Occitane, sabonetes, creme de ducha, leite corporal, cremes para as mãos e para os pés, condicionares e xampus, gel, desodorantes, pós-barba das linhas Verbena, Lavanda, Amêndoa, Mercador, Masculina, Aromacologia, Karité. Da Vyvedas, as opções naturais vêm em barras de sabonete de capim santo e limão, condicionadores e xampus de cupuaçu e de abacate, loção de buriti, entre outros. A Ikove, pela primeira vez, traz sua linha de orgânicos para um supermercado. São xampus, condicionares e cremes, feitas com ativos da biodiversidade brasileira e certificados pela Ecocert da França.
SERVIÇOS DIFERENCIADOS
Em uma área de 380m², o Pão de Açúcar Indaiatuba reúne rotisserie, sushi bar, pizzaria, frutaria, sorveteria e o espaço café.
Na rotisserie, todo dia uma sugestão verde. O menu elaborado pela chef Mariana Seabra conta com um cardápio variado incluindo as linhas orgânica e vegetariana. Haverá também o pastifício com fabricação diária de 6 tipos de massas frescas: recheada com carne e nozes, mussarela de búfala, alho poró e parmesão; secas: nhoque de mandioquinha e batata. Os molhos são branco, bolonhesa e casse. Na pizzaria, opções em pizzas e paninis com massa integral. Tem também os Smothies, uma combinação de polpa de frutas orgânicas, frutas, sorvetes ou iogurtes light em várias versões.
No Espaço Café estão dispostas mesas com vista para um jardim com vegetação nativa e onde são servidos sanduíches e salgados, incluindo os naturais e/ou integrais, acompanhados de sucos e cafés, chocolates e chás, que são servidos em xícaras do projeto Hope Cups –, do Instituto Rodrigo Mendes (http://www.institutorodrigomendes.org.br, instituição comprometida com a construção de uma sociedade inclusiva por meio da arte. As “xícaras da esperança”, como são chamadas as louças pintadas pelos alunos do instituto também serão comercializadas pela rede nas linhas Sunrise, Abstratos e Contrastes.Maria Suely Moreira-msuelymoreira@alol.com.br

24

de
dezembro

PASSIVO AMBIENTAL-1/2

Praticamente qualquer pessoa, seja da área de meio ambiente ou não, já ouviu falar de passivo ambiental. No entanto, ainda não há um consenso quanto à definição do termo, uma vez que as questões ambientais somente foram objeto de legislação mais substancial a partir da década de 80. No Dicionário Aurélio (versão disponível na Internet) não consta a expressão.
No livro Meio Ambiente no Século 21, encontram-se as seguintes definições de passivo e ativo ambiental conforme coletânea elaborada pela dicionarista Patrícia Mousinho.
Passivo ambiental:
Conjunto de obrigações, contraídas de forma voluntária ou involuntária, que exigem a adoção de ações de controle, preservação (*) e recuperação ambiental.
(*) Já que foi mencionada a palavra preservação, vejamos seu conceito, comparando-o ao de conservação:
Preservação: Estratégia de proteção dos recursos naturais que prega a manutenção das condições de um determinado ecossistema, espécies ou área, sem qualquer ação ou interferência que altere o status quo. Prevê que os recursos sejam mantidos intocados, não permitindo ações de manejo.
Conservação: Conceito desenvolvido e disseminado nas últimas décadas do século 19 como um relacionamento ético entre pessoas, terras e recursos naturais, ou seja, uma utilização coerente destes recursos de modo a não destruir sua capacidade de servir às gerações seguintes, garantindo sua renovação. A conservação prevê a exploração racional e o manejo contínuo de recursos naturais, com base em sua sustentabilidade.
Em outras palavras, preservar significa manter intactos os recursos naturais e conservar significa explorar de forma sustentável. Tais definições constam da mesma fonte bibliográfica.
À luz daquela conceituação de passivo, poder-se-ia deduzir que:
 Passivo ambiental é obrigação. Portanto, é impossível uma empresa não ter passivo ambiental, mesmo que suas atividades sequer tenham começado.
 Se um dano ambiental foi causado no passado, quando não havia leis que representassem obrigações, então não há passivo. As minas exploradas e abandonadas há anos, em uma época em que as leis não obrigavam a recuperação ambiental, não podem ser consideradas como passivos ambientais das mineradoras, até que o órgão ambiental exija alguma coisa.
 Se alguém se obriga voluntariamente a preservar uma área verde, por exemplo, isto é considerado um passivo ambiental. Estranhamente não foram incluídas na definição as obrigações quanto à conservação de recursos naturais, mas apenas quanto à preservação.
Vejamos, então, o que seriam exemplos de passivo ambiental, segundo a conceituação em pauta:
 Obrigação de controlar o lançamento de efluentes e as emissões atmosféricas.
 Obrigação de armazenar e dispor adequadamente os resíduos.
 Obrigação de recuperar uma área degradada.
 Obrigação (mesmo voluntária) de preservar uma reserva ecológica.
Em lugar de esclarecer, a definição gera raciocínios controvertidos, contrários ao senso comum.
Parece inquestionável que o termo passivo veio do contexto da contabilidade. No dicionário Aurélio consta: Conjunto de dívidas e obrigações de uma pessoa ou empresa. Num balanço, o conjunto de contas que registra a origem dos recursos da empresa: capital próprio, financiamentos, etc.
Em contabilidade, portanto, o passivo é constituído pelo dinheiro do acionista, pelo dinheiro tomado por empréstimo e financiamentos (ou seja, dívidas para com os credores e obrigações para com os acionistas). Enquanto o passivo é fonte de recursos, o ativo é o destino, ou seja, em que foram aplicados os recursos. No balanço, o ativo (lado esquerdo) tem que ser equivalente ao passivo (lado direito).
Quando um conceito é transportado para outros contextos, nem sempre é possível guardar a analogia de maneira precisa.
Tomemos como exemplo o termo passivo trabalhista, sobre o qual parece não haver dúvidas. Diz-se que uma empresa tem passivo trabalhista quando ela deixa de cumprir suas obrigações previstas em lei e também quando empregados adquirem as chamadas doenças ocupacionais. Ou seja, significa que a empresa tem dívidas perante a Justiça do Trabalho.
Constata-se que a transposição do conceito é diferente no contexto de meio ambiente, segundo a definição que estamos tentando interpretar, já que passivo ambiental seria o conjunto de obrigações. E existe ainda um complicador, pois essas obrigações podem ser contraídas até mesmo de forma voluntária.
Em um balanço contábil, obrigação e dívida são expressões equivalentes. No entanto, passivo trabalhista incorporou mais a conotação de dívida e passivo ambiental, segundo alguns autores, contém a idéia de obrigação. E isto faz uma grande diferença.
Talvez a intenção por trás da definição seja considerar que o passivo existe quando a empresa é obrigada ou se obriga a gastar com meio ambiente, seja para controle, seja para recuperação, seja para preservação ambiental. Sendo assim, colocam-se no mesmo caldeirão conceitual, gastos para prevenção de danos ao meio ambiente, gastos para reparação de danos e até mesmo para preservação ambiental voluntária.
Ora, se uma empresa precisa investir recursos para controle ambiental (estação de tratamento de efluentes, filtros, galpões para armazenagem de resíduos, etc…), isto não deveria ser considerado passivo. Tais gastos são incorridos para que a empresa tenha suas atividades enquadradas nos requisitos da legislação ambiental vigente, tanto quanto existem outros gastos de caráter técnico, trabalhista ou de segurança.
Ainda na mesma referência bibliográfica acima citada, encontra-se a definição de ativo ambiental, tema que vem sendo objeto de interesse cada vez maior por parte das empresas.

Maria Suely Moreira-Consultora do INDG – Instituto de Desenvolvimento Gerencial, especializada em Sistema de Gestão Ambiental msuelymoreira@uol.com.br

Posts mais antigos »

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://desenvolvimentosutentavel.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.