27
de
outubro
COLETA SELETIVA-A Cereja sobre o Chantili.-Parte 2
A segunda etapa seria identificar as fontes de maior geração desses resíduos, cabendo aqui também uma análise de Pareto. Desta forma, a empresa poderia atuar nos principais itens e nas suas principais fontes de geração. Não há por que espalhar coletores seletivos pela empresa toda, indiscriminadamente.
Os recipientes para coleta dos resíduos selecionados devem ser colocados nos locais de maior geração e identificados com o próprio nome do resíduo. Exemplo: papel de escritório, papelão de embalagens, vidros, copos plásticos, etc…
O resto pode ser coletado em recipientes identificados simplesmente como LIXO COMUM. Se um resíduo é gerado em grandes volumes, mas não se encontra um reciclador ou quem se interesse por seu reaproveitamento, não há por que coletá-lo seletivamente. A não ser que a identificação de interessados seja apenas uma questão de tempo, com grande chance de sucesso. Caso contrário, coletor comum nele!
Motivação
Para que o programa se mantenha, é interessante adotar estratégias para a motivação dos empregados. Uma delas é divulgar os resultados continuadamente e utilizar o dinheiro obtido com a comercialização dos resíduos para:
• adquirir brindes e sorteá-los periodicamente entre os empregados e parceiros;
realizar eventos de confraternização;
doar cestas básicas, material didático e brinquedos a comunidades carentes.
Planejamento da coleta verdadeiramente seletiva, ou “focada”
Podemos identificar, portanto, os seguintes itens de planejamento para a implantação de uma coleta verdadeiramente seletiva:
1. Designação de um coordenador do programa
2. Formação de uma equipe
3. Coleta de dados sobre geração de lixo comum
4. Elaboração de gráficos de Pareto (sobre geração de lixo e fontes de geração)
5. Seleção dos principais tipos de lixo comum aproveitáveis
6. Seleção das principais fontes de geração de cada tipo de resíduo
7. Definição da destinação a ser dada para cada tipo
8. Definição dos coletores (tipo, tamanho, cor, identificação)
9. Definição dos locais estratégicos para os coletores
10. Definição de requisitos para qualificação de compradores dos resíduos
11. Definição e adequação de locais de armazenagem temporária
12. Definição da periodicidade de coleta nos locais de geração
13. Definição do acondicionamento, manuseio e movimentação interna
14. Definição de controles de entrada e saída dos resíduos
15. Definição de requisitos para o transporte externo
16. Definição de periodicidade de coleta pelos terceiros qualificados
17. Definição da forma de monitoramento das informações de geração e destinação
18. Definição dos meios de divulgação periódica de resultados
19. Definição de responsabilidades.
20. Definição de estratégias de motivação para manutenção do programa.
Maria Suely Moreira:
Consultora do Instituto de Desenvolvimento Gerencial
Autora do livro “Estratégia e Implantação de Sistema de Gestão Ambiental – Modelo ISO14000”, da cartilha “Programa 5S e Você. Muito Além das Aparências” e de alguns artigos publicados nas revistas Banas Ambiental e Banas Qualidade.
msuelymoreira@alol.com.br

