Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente

5

de
outubro

COP 15 Copenhage

Foram tantas as reuniões, este ano, dos líderes das nações mundiais, sejam elas ricas, em desenvolvimento ou pobres, que fica difícil eleger qual foi aquela mais importante ou que contou com o maior nível de adesão.
Tratou-se de tudo: do comércio e da produção de alimentos ao desenvolvimento de tecnologia nuclear.
Mas o ano ainda não acabou. Ainda existe uma importante conferência mundial agendada, e que pode ocupar as primeiras posições deste ranking imaginário das maiores reuniões do ano. Trata-se da COP 15, que será realizada em dezembro na cidade de Copenhagem, ou Copenhague, na Dinamarca.
Esta conferência segue uma série histórica, iniciada ha quase meio século, para debater aspectos relacionados à sustentabilidade da ocupação humana na Terra.
Neste encontro das nações industrializadas e em desenvolvimento, serão apresentados os últimos estudos sobre as alterações climáticas, seus impactos atuais, as projeções para os próximos anos e, espera-se, a celebração de acordos internacionais de níveis de redução de emissões.
Diferentemente das primeiras conferências, esta não mais ocorre para provar a existência de um processo gradativo de elevação das temperaturas médias em todas as regiões do planeta, mas para avançar nas discussões sobre medidas para interromper este processo de autodestruição da vida sobre a Terra.
Como nas outras conferências, um dos gargalos a serem atacados é a não-disposição das nações mais industrializadas e ricas em reduzirem seus níveis de emissões. Isto porque, para seus dirigentes, reduzir emissões significa, obrigatoriamente, redução do crescimento nacional.
Como sempre, os Estados Unidos, ocupam posição de destaque negativo ao liderar o time dos países que admitem que o aquecimento global já provoque prejuízos econômicos, mas que ainda não justifica a implantação de um programa de redução radical das emissões dos gases de efeito estufa.
As nações estabelecidas em ilhas ou com elevado adensamento populacional em regiões de praias são aquelas que mais sofrerão com a elevação no nível dos oceanos. Por isso, deverão compor, juntamente com os países em desenvolvimento, o coro dos que defendem a redução das emissões globais e a elevação dos custos dos investimentos dos países ricos em programas de compensação ambiental nas nações mais pobres ou em desenvolvimento.
A nós, simples mortais, cabe torcer para que uma luz sobrenatural incida nas mentes dos governantes e técnicos encarregados de elaborar os tratados desta conferência mundial.
Que a COP 15, de Copenhagem, seja lembrada como a conferência sobre mudanças climáticas que, objetivamente, alavancou as ações mundiais voltadas para o enfrentamento desta situação dramática que se instalou em nossa morada comum.
Que o clima deste verão do hemisfério sul ajude na reflexão mundial sobre o clima.
Abraços e até a próxima.
Ézio Ferreira.

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